PepsiCo quer zerar emissões globais de gases de efeito estufa das embalagens até 2050

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Na última semana a PepsiCo publicou seu relatório de sustentabilidade com os dados de 2019, comentando os progressos da companhia nas áreas de redução do carbono e circularidade.

Como uma empresa global, a PepsiCo sabe da sua responsabilidade na busca da redução no impacto ambiental e no seu papel como influenciadora para que outros possam buscar o mesmo, tendo colocado a sustentabilidade no centro da sua estratégia de negócios.

A empresa assinou o acordo “UN’s Business Ambition for 1.5ºC” (que visa reduzir o aquecimento global) e está desenvolvendo o seu plano para cumprir as metas.

Evidentemente, embalagens tem um papel importante neste plano, contribuindo fortemente com as emissões de carbono e impelindo a companhia para a economia circular, que não só reduzirá a pegada de carbono de seus produtos, como também a poluição dos plásticos.

A PepsiCo está focando em três áreas-chave: reduzir a quantidade de embalagens plásticasaumentar a quantidade de plástico reciclado em relação ao total de plástico utilizado e reinventar as embalagens para avaliar novos materiais e modelos.

Este projeto tem acelerado não apenas inovações internas, mas engajado parceiros em diversos modelos e ecossistemas, a exemplo da Carbios, uma empresa pioneira na tecnologia de reciclagem enzimática para quebrar o PET em building blocks originais.

A própria NaturALL, uma aliança construída para criar bio-PET a partir de biomassa com matérias-primas tais como o papelão e a serragem.

A empresa também afiliou-se à CEFLEX – The Circular Economy for Flexible Packaging, com o intuito de colaborar nas iniciativas globais que visam aprimorar a reciclagem das embalagens flexíveis para alimentos e outros produtos.

Em se tratando de redução dos plásticos, a empresa vem redesenhando suas embalagens para torná-las mais eficientes com o menor uso de material possível. Isso significa, por exemplo, em garrafas plásticas mais leves, diminuindo sensivelmente o impacto de carbono das bebidas.

No âmbito dos snacks, a empresa aprimorou novas tecnologias como a compactação da carga, que permite aos snacks assentarem melhor no fundo do saco durante o empacotamento, diminuindo a necessidade de material de embalagem mas preservando a quantidade de produto.

De forma ainda mais arrojada, a PepsiCo declara que a meta central da reciclabilidade é que 100% de suas embalagens sejam recicláveis, compostáveis ou biodegradáveis até 2025.

Um atalho para fechar este gap é alcançar os 50% de rPET nas garrafas vendidas na União Européia até 2030. O Lipton Iced Tea e o suco Tropicana já estão sendo vendidos em garrafas com 100% de rPET em alguns mercados do leste europeu este ano.

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Outro desafio para cumprir o intento é o de apoiar / estimular o desenvolvimento de infraestrutura de reciclagem nos países mais atrasados. Embalagens de snacks, por exemplo, são coletadas, separadas e recicladas somente na Holanda e Alemanha.

Reinventar as embalagens também siginifica ensinar o consumidor a evitar a embalagem de uso único. A PepsiCo tem aumentado o portfólio de produtos que vão “além da garrafa”, fazendo com que em alguns mercados europeus, tanto os soft drinks quanto a água com gás sejam consumidos em garrafas reutilizáveis – o que, segundo a companhia, trará em cinco anos uma economia ambiental de aproximadamente 67 bilhões de garrafas plásticas de uso único a menos.

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Trabalhando com a Danimer Scientific, a PepsiCo também está desenvolvendo filmes industrialmente compostáveis derivados do milho. O filme tem sido avaliado inicialmente nos EUA com o Tostitos e nos mercados do Chile e India, nas marcas Artesanas e Lay’s.

Grande parte das mudanças no sentido da sustentabilidade ainda estão em fase de experimentação, onde tanto a companhia quanto os consumidores aprendem uns com os outros e os feedbacks e a forma de consumir retroalimenta o aperfeiçoamento das embalagens dos produtos e a estratégia em si.

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​​Publicado por:

Aislan Baer Fundador e CEO da ProjetoPack & Associados; Co-fundador da Inovagraf; Diretor da IDEAlliance Latin América.

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