Pane seca nas resinas termoplásticas?

Temos um problema. A maioria já percebeu. Evidentemente, o problema é um problemão aos pequenos e médios transformadores / convertedores, e mais sutil aos gigantes. Mas ainda sim, é o assunto do momento: está faltando resina (e, por tabela, seus filmes derivados).

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Temos um problema. A maioria já percebeu. Evidentemente, o problema é um problemão aos pequenos e médios transformadores / convertedores, e mais sutil aos gigantes. Mas ainda sim, é o assunto do momento: está faltando resina (e, por tabela, seus filmes derivados).

ABIEF, Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis, fez uma sondagem (MaxiQuim e W4Chem) e publicou algumas notas e material a respeito. A última delas, uma carta aberta que declara a necessidade urgente de “planejamento” para enfrentar o período de incerteza:

Parafraseando Rogério Mani, presidente do biênio 2019 – 2021, o cenário é uma “Tempestade Perfeita”, que somatiza uma demanda crescente, preço das matérias-primas nas alturas e escassez de oferta. Acredita-se que o evento durará ainda um trimestre ou mais. E, em termos de disponibilidade de resinas, é bem possível que nada de novo acontecerá, para bem ou para mal, durante todo o próximo ano.

O próprio Furacão Laura gerou algum impacto na demanda, com o fechamento preventivo de alguns crackers nos Estados Unidos. A produção de petróleo do Golfo do México segue com cerca de 53% da capacidade, após a devastação do furacão.

No nosso entendimento, a covid19 impõe às empresas, o que bem dito na carta da associação, se chama “planejamento”. O que exige outra competência chave: previsão de demanda (o popular forecast) – duas coisas que historicamente são sofríveis na indústria de embalagens flexíveis.

De acordo com a Adirplast, Associação dos Distribuidores de Resinas Termoplásticas, “Os clientes raramente colocam programação e atuam mais no mercado spot”. Talvez essa era dourada, ao menos nos próximos meses, tenha acabado. Efeitos do cisne negro chamado coronavírus.

Para assegurar fornecimento ao ponto mais frágil da cadeia – os pequenos – a ABIEF pleiteia uma política de cotas junto aos fornecedores Braskem e distribuidores autorizados, descrito na página 19 da referida carta.

Outros efeitos colaterais como a falta de filme de poliéster e o aumento exacerbado do BOPP também assolam a indústria, que precisa compensar este spread na redução dos custos fixos, no aumento da produtividade e no preço de venda. A carta da entidade oportunamente se encerra com a pergunta “Você acha que o que você produz tem valor?”, uma clara alusão à prática de preços baixos, mesmo em meio à tempestade, que assumem algumas das indústrias.

É lógico, é sensato. Mas… é possível manter a calma em meio a um cenário tão desolador? Isso é o que vamos saber de aqui até o fim deste ano. Quem viver, verá.

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Aislan Baer Fundador e CEO da ProjetoPack & Associados; Co-fundador da Inovagraf; Especialista em impressão e embalagens.

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