A vez do Retortable Pouch

O conceito de Retortable Pouch data lá dos anos 40, quando estudos conduzidos por universidades e indústrias de embalagens avaliaram que certas estruturas flexíveis com barreira poderiam ser uma opção não só vantajosa, em termos econômicos, como também contribuir muito na qualidade e preservação dos produtos estáveis em prateleira (shelf-stable, que dispensam a cadeia do frio).

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O conceito de Retortable Pouch data lá dos anos 40, quando estudos conduzidos por universidades e indústrias de embalagens avaliaram que certas estruturas flexíveis com barreira poderiam ser uma opção não só vantajosa, em termos econômicos, como também contribuir muito na qualidade e preservação dos produtos estáveis em prateleira (shelf-stable, que dispensam a cadeia do frio).

Um dos pioneiros na adoção do Retort foi um órgão de pesquisas dentro do exército norteamericano, o “U.S. Army Natick Research and Development Center”, que passou a trabalhar na subsituição de alimentos enlatados (rações militares) por porções acondicionadas em embalagens flexíveis retort, estáveis em prateleira. Você consegue imaginar o impacto positivo na mobilidade de soldados carregando alimentos dessa maneira, ao invés de levar toda uma “tralha de enlatados barulhentos e pesados” no meio da batalha?

Com todos estes benefícios, até um termo novo surgiu no universo militar: “Meal Ready-To-Eat” ou MRE (Refeição Pronta para Comer).

Parte fundamental da solução Retort é garantir ao cliente final a formatação da embalagem, o preenchimento (envase) e a selagem íntegra do produto, a taxas de performance equivalentes ou até superiores a outras soluções de embalagem rígidas como as latas.

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O grande primeiro divisor de águas do Retort foi nos anos 80, com os enormes avanços da coextrusão de filmes barreira, o que permitiu o desenvolvimento de estruturas aptas a serem levadas ao microondas e reaquecidas para o consumo sem, contudo, ter a barreira comprometida. A coextrusão permitiu o aperfeiçoamento do Retort em pontos nevrálgicos como o “flexcracking” (a ruptura de paredes) e flexibilidade (pliability).

Os críticos requerimentos de envase dos produtos, tais como esterilização, cocção, envase a quente etc., também impulsionaram aprimoramentos de tintas e adesivos com maior resistência térmica, outro ponto de colapso de embalagens Retort.

O fato é que os consumidores querem cada vez mais conveniência. E as embalagens Retort são uma ótima opção nesse sentido, aliado ao sortimento de fitments – tampas e vávulas – cada vez mais sofisticados e que agregam valor, com respeito à dosagem controlada, sem acúmulo de produto e aproveitando ao máximo o seu conteúdo.

Os gastos das empresas no armazenamento e transporte de produtos embalados / envasados e, em especial, do varejo (que trabalha com margens apertadíssimas) para manter produtos refrigerados ou congelados é imenso. Este é outro vetor importante na aceleração dos produtos shelf-stable. A procura pelos consumidores e indústria só aumenta, como pode ser visto na pesquisa que fizemos ontem, no ExplodingTopics:

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(Crescimento foi de 456% em 15 anos nas buscas pelo termo Retortable Pouch).

E você, já está familiarizado com esta solução de flexíveis? Pensa em produzir ou comprar Retort nos próximos meses? Conta pra gente!

Publicado por:

Aislan Baer Fundador e CEO da ProjetoPack & Associados; Co-fundador da Inovagraf; Diretor da IDEAlliance Latin America

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