Painel online sobre o mercado de rótulos pós-covid trouxe insights importantes

A iniciativa, chamada de "Mesa Virtual" pelo consultor e gestor Davi Domingues, da Plano Gestão e Negócios, foi moderada e hospedada pela ProjetoPack & Associados, e contou com quatro expositores e quatro debatedores - todos conectados ao tema central "O mercado de rótulos pós-covid".

PUBLICADO

Antes de qualquer coisa: se não assinou o news, assine agora mesmo. E se já assinou, que tal compartilhar com os amigos dentro e fora da plataforma? Quer participar com alguma notícia, opinião ou sugestão? Manda pra gente por e-mail: revista@projetopack.com. Desde já, agradecemos a sua participação 🙂

Hoje, às 17h00, começaram a entrar no “lobby virtual”, dezenas de profissionais oriundos das indústrias de rótulos e etiquetas em todo o Brasil.

A iniciativa, chamada de “Mesa Virtual” pelo consultor e gestor Davi Domingues, da Plano Gestão e Negócios, foi moderada e hospedada pela ProjetoPack & Associados, e contou com quatro expositores e quatro debatedores – todos conectados ao tema central “O mercado de rótulos pós-covid”.

Os expositores foram o próprio Davi Domingues, Ronnie Schröter, da Etirama, Dr. Marcelo Fonseca Boaventura, pela ABIEA e Adilson Seixas, da Loara. Como debatedores, quatro convertedores de rótulos: Maurício Médici, da Prakolar Sato, Fernando Pirutti, da Grif Rótulos, Raphael Souza, da Thermoprint e Élvio Filho, representando a Serwir e a própria ABIEA, que apoiou o evento.

Vamos compilar previamente alguns pontos importantes discutidos na Mesa, cuja audiência durante a 1h30 registrou em média, 70 a 80 profissionais.

“O segmento de rótulos está sofrendo, como todos os demais, mas a pluralidade de clientes e mercados nos ajuda a enfrentar este momento”, por Maurício Médici, da Prakolar Sato

Falou-se sobre o “hedge” da indústria de rótulos em poder atuar, de forma heterogênea, em diversos clientes e mercados. Davi expôs alguns dados e pesquisas sobre segmentos “beneficiados” com a pandemia, tais como a indústria farmacêutica, alimentos e bebidas, higiene pessoal, cuidados com o lar etc.; os debatedores complementaram com as tendências para o aumento das soluções de inviolabilidade (lacres), etiquetas de rastreabilidade, segurança e a ascendência de mercados como o de varejo eletrônico e delivery (principalmente o de refeições).

“É preciso enxugar a máquina e adequar-se à nova realidade, temporária, de aumento de preço e redução de demanda”, por Fernando Pirutti, da Grif

Parte do bate-papo mostrou a preocupação dos empresários em enxugar os custos e ganhar eficiência fabril – dados os sucessivos aumentos das matérias-primas, a dolarização de outras matérias-primas como tintas e vernizes e a própria insegurança dos clientes, os donos de marcas e os varejistas, em recompor estoques exauridos ou iniciar novos projetos.

“O valor agregado das compras caiu para o consumidor, que está procurando comprar somente itens de primeira necessidade como os da cesta básica. Isso impacta toda a nossa cadeia”, por Raphael Souza, da Thermoprint

Neste bloco, temas como o aumento da inadimplência – algo ainda mais notório no setor de materiais térmicos (cujo cliente é o pequeno comerciante) – além da redução não apenas no volume, mas na qualidade dos itens comprados, com maior impacto em regiões mais pobres, foi amplamente explorado pelos expositores e debatedores.

“É preciso fortalecer o setor e trazer mais informação aos empresários, para que a crise possa ser enfrentada conjuntamente. E a associação tem papel fundamental nesse aspecto.” por Élvio Filho, da Serwir e ABIEA

Comentou-se a necessidade premente de trazer informação técnica e gerencial aos empresários, que não podem entrar na espiral de reduzir os seus preços para conter a queda das vendas. A mudança do papel do representante comercial, que deve fugir da dicotomia do “sim e não” e evoluir para um consultor técnico comercial aos clientes é um dos pontos nevrálgicos, em um mundo agora mais fechado a receber visitas que simplesmente, “não agregam”.

“Investimentos em máquinas e equipamentos foram brecados, mas devem voltar à pauta e custo x benefício será a tônica das novas aquisições de máquinas”, por Ronnie, da Etirama

Há alguma incerteza de como será o mundo pós-covid, e alguns investimentos foram suspensos não apenas por conta do dólar alto e desse alto grau de incerteza, mas até mesmo porque o “novo normal” pode ditar certas especificações ou tendências em rótulos, que precisam ser ponderadas nas máquinas. A exemplo do aumento do varejo online, e o que esse comportamento pode, a médio prazo, refletir no design dos produtos, seus rótulos e etiquetas. O próprio payback deve ser reavaliado, à luz do “apagão econômico mundial” imposto pela pandemia.

“Há um movimento para qualificar a covid como uma doença ocupacional. Seguir os protocolos recomendados pela OMS nas empresas é uma forma de precaução para evitar problemas futuros”, por Dr. Marcelo, da ABIEA

Muita informação desencontrada propagandeada pelos veículos de comunicação vai impactar seriamente o compliance das empresas após a pandemia. Tudo precisa ser registrado e documentado, até mesmo as recomendações para uso dos EPI’s, distanciamento social e cuidados em geral. O mesmo vale para todas as flexibilizações nas relações trabalhistas neste período conturbado.

“A garantia aos bancos era a carteira de recebíveis antes da pandemia, que não está se realizando agora. É preciso saber negociar com os bancos, pois há crédito disponível e barato”, por Adilson Seixas, da Loara

A queda das receitas e o encolhimento das margens – principalmente por conta dos aumentos sucessivos das matérias-primas (autoadesivos, em boa parte) secou o caixa da maioria das indústrias do nosso setor. Parte disso é o câmbio, e não há muito a ser feito além de realinhar a matriz de substratos de forma inteligente e comprar de forma estratégica. A outra, é o desconhecimento dos empresários para o mercado de crédito, que requer sim, ajuda profissional.

“Duas coisas são claras: o convertedor deverá ser enxuto e altamente produtivo – principalmente na impressão – e engenhoso na elaboração e administração da sua carteira de clientes, mercados e materiais”, por Aislan Baer, da ProjetoPack

É possível fazer mais com menos, especialmente no setor gargalo da impressão – que sofrerá com o encurtamento das tiragens, as aparas custarão mais caro por conta dos insumos elevados, o downtime será sentido por conta dos afastamentos de parte do quadro de profissionais e, mais do que tudo, é preciso grande agilidade e versatilidade para produzir em tempo recorde, absolutamente Just-In-Time, demandas spot do mercado. Tudo isso requer eficiência descomunal.

Vamos em breve subir a live no nosso canal do YouTube e traremos o link na próxima edição do Infopack. Se você não se inscreveu ainda, se inscreve agora mesmo (é grátis e não dói). Esse informativo vai automaticamente para o seu e-mail e você não perde mais a informação.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Aislan Baer Fundador e CEO da ProjetoPack & Associados; Co-fundador da Inovagraf; Diretor da IDEAlliance Latin America.

Compartilhe isso:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados