O sobe e desce dos maiores convertedores de embalagens flexíveis dos EUA

Anualmente, a revista norte-americana FP Converter edita uma lista dos "Top 25 Convertedores" de Embalagens Flexíveis dos EUA, com base na receita anual das vendas.

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Anualmente, a revista norte-americana FP Converter edita uma lista dos “Top 25 Convertedores” de Embalagens Flexíveis dos EUA, com base na receita anual das vendas.

Assim como é de se esperar encontrar Bill Gates e Warren Buffet nos top 2 da Lista de bilionários da Forbes, é lugar comum ver Amcor Bemis e Sealed Air por ali. E, de fato, estão sempre no topo da pirâmide. Mas alguns nomes tem despontado e subido muito rapidamente, fruto do trabalho intenso de consolidação promovido por alguns grandes fundos private e seu apetite inesgotável.

Nos últimos dez anos, a indústria de flexíveis saiu de USD 26,6 bi para USD 31,8 bi, um CAGR sólido de pouco mais de 2% ao ano, de acordo com a Associação de Embalagens Flexíveis Norte Americana, a FPA. Não é preciso dizer que saber o que se passa nos EUA é um bom termômetro para entender o que está se passando ou passará por aqui.

Pela lista, os 25 maiores convertedores norte-americanos somam receita na ordem de USD 19,8 bilhões ao ano – mesmo assumindo distorções na pesquisa da associação, é confortável presumir que estas 25 companhias já respondem tranquilamente por mais de 50% – 55% da produção de flexíveis na região.

Interessante notar que nesse nível da pirâmide, com raras exceções como Scholle IPN e Liqui-Box, a maioria esmagadora das líderes atua, de alguma forma, em praticamente todos os mercados e com um leque amplo de produtos – desde o commodity até as especialidades.

Há algumas assimetrias visíveis que sem dúvida, afetam o estudo – como o percentual de rígidos e semi-rígidos em empresas como Amcor-Bemis e Sonoco, por exemplo, ou ainda divisões e unidades de negócio adjacentes como “comodato ou venda de equipamentos” a uma Sealed Air, que poderiam ser extraídos da receita total de vendas.

Mas é um bom termômetro. E as três coisas importantes que ele nos diz é de que está cada vez mais difícil manter a posição de liderança (1), que está diminuindo sensivelmente o número de empresas de atuação única no mercado norte-americano a cada listagem (2), dando lugar às mega transnacionais e, por fim, o fato de que praticamente 100% dos nomes da lista tem como acionistas majoritários e controladores, mega fundos de investimento.

Qual o impacto da gestão destas companhias a médio e longo prazo, saindo de um viés mais técnico e de inovação para a gestão tradicional imposta pelos fundos, com bônus e resultados de curtíssimo prazo? É o que discutiremos em breve, em mais uma edição do Infopack. Mas adianto: qual a sua opinião? É bom ou ruim para o setor? O Brasil seguirá esta tendência agora mais rapidamente? Comenta aí!

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Aislan Baer Fundador e CEO da ProjetoPack & Associados; Co-fundador da Inovagraf; Diretor da IDEAlliance Latin America.

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