O que aprendemos na quinta entrevista do programa PackCast com a Landa?

Foi a segunda entrevista com um fabricante de máquinas impressoras digitais para banda larga (embalagens flexíveis, papelão ondulado e cartão) e impressos comerciais - a israelense Landa Digital Printing

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Esta semana, seguimos com mais uma entrevista do nosso podcast. E, mantendo o protocolo, aproveitamos o vídeo para o formato webcast em nosso canal do YouTube (convidamos a todos para se inscreverem em ambos, links no fim da postagem.

Foi a segunda entrevista com um fabricante de máquinas impressoras digitais para banda larga (embalagens flexíveis, papelão ondulado e cartão) e impressos comerciais – a israelense Landa Digital Printing, fundada pelo empreendedor e visionário Benny Landa, inventor da Eletrofotografia líquida (a Indigo, vendida em meados de 2001 para a HP) – na pessoa de seu representante para a América Latina, Heberto Pachón.

Desde o seu début na Drupa de 2012, a Landa tem trabalhado ostensivamente para entregar o que prometeu: um sistema de impressão novo, base água, com velocidade de 200 m/min e com o custo de m² mais barato dentre todos os sistemas digitais.

Durante um período importante, a empresa foi financiada com o capital próprio do Sr, Landa, até que passou a receber aportes de um fundo alemão – que hoje detém mais de 40% das ações da companhia e pertence à dona da Altana, Susanne Klatten. Desde então, quase 15 impressoras nanográficas foram comercializadas em todo o mundo, mas a máquina para filmes flexíveis ainda não é algo vendável.

Em um bate-papo animado, Heberto dividiu conosco algumas perspectivas da Landa para o próximo biênio, algumas características técnicas do sistema e a sua visão pessoal sobre o negócio de impressão digital nos anos vindouros.

Com Heberto e a Landa, aprendemos que:

  • Um dos maiores vetores de custo da impressão digital é a tinta. A nanografia se propõe a reduzir este custo com tecnologia: a deposição da película filmogênica da tinta sobre uma esteira, onde ocorre uma pré-secagem e o transporte desta para o substrato. Essa “laminação” da tinta quase seca ao substrato e os benefícios colorimétricos dos nano pigmentos permitem resultados superiores com uma camada ínfima de tinta;
  • Mesmo a despeito da promessa de se imprimir tudo sem primer, a Landa ainda esbarra no desenvolvimento dos filmes flexíveis. Evidentemente, alguns tem printabilidade que permite a impressão sem primer, enquanto outros ainda não dispensam a ajuda química para promover ou aumentar a compatibilidade entre as superfícies;
  • Ainda é muito cedo para se falar de benchmark dos clientes da plataforma Landa. A primeira máquina da América Latina foi instalada em meio à pandemia, na cartongem Gondi, do México. Há conversas avançadas com gráficas no Brasil e a Landa espera realizar uma primeira venda até 2022;
  • Os aspectos técnicos da nanografia, depois da nossa conversa com Heberto, nos deu a impressão de que o sistema deve ocupar uma fatia mais expressiva da impressão offset do que dos demais sistemas digitais. O tempo dirá;
  • O ponto mais relevante da entrevista foi a experiência de Heberto ao ser questionado sobre as frustrações comuns de alguns novos entrantes do digital para expectativa x realidade. Ele comenta que a venda de impressoras digitais assertiva precisa necessariamente começar de trás para frente, explanando aos potenciais clientes “o que a máquina não é capaz de fazer”. Honestamente, esta nos parece ser uma dica valiosa;
  • Continua árdua a tarefa de entender mais minuciosamente o ROI do digital. Mas números mais críveis passam a ser mencionados a partir desta entrevista (3 a 4 anos). Talvez o número seja em parte a precaução e comedimento de quem está começando a vender máquinas no mercado, ou a própria natureza da nanografia, mais convergente em produzir impressos convencionais em tiragens intermediárias, mais próximas à offset. É outra incógnita que, no caso específico da Landa, temos de esperar.

O modelo de negócios também está sendo construído, mas parece que a preferência é por uma conexão direta entre o cliente e a Landa, com um reforço local em cada país ou região para o provimento de serviços de manutenção e pós-venda. Tão cedo não veremos uma máquina nanográfica imprimindo embalagens flexíveis por aqui.

Se você prefere ouvir a entrevista, corre lá e já se inscreve no podcast PackCast no link:


Publicado por:

Aislan Baer Fundador e CEO da ProjetoPack & Associados; Co-fundador da Inovagraf; Especialista em impressão e embalagens

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