O que aprendemos no PackCast com a Camargo Embalagens?

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Recentemente, abrimos a segunda temporada do nosso podcast. Mantendo o protocolo, aproveitamos o vídeo para o formato webcast em nosso canal do YouTube (convidamos a todos para se inscreverem em ambos, links ao longo da postagem.

Foi a primeira entrevista com um convertedor de embalagens flexíveis laminadas – a Camargo Embalagens, localizada na cidade de Tietê, São Paulo, na pessoa de seu diretor de negócios, Felipe Toledo.

A convertedora se destaca ano após ano, por seu viés inovador. Foi a primeira convertedora do hemisfério sul a investir numa máquina impressora digital HP Indigo 20000, destinada à impressão de embalagens personalizadas e campanhas promocionais (muitas delas, premiadas inclusive mundialmente).

No cerne do negócio está a impressão de embalagens impressas em rotogravura (a empresa conta com 4 máquinas impressoras rotogravura), majoritariamente laminadas (bi, tri ou quadrilaminadas) e finalizadas em bobinas ou pouches. Este ano, a companhia busca superar o patamar das mil toneladas de flexíveis mensais e está bem perto disso.

Curiosamente, a Camargo – quando comparada às rivais de rotogravura – não possui máquinas flexográficas. O motivo de não tê-las é positivo: há muito, a companhia adaptou-se para produzir lotes econômicos em rotogravura compatíveis com os da flexografia, com eficiência equivalente ou superior nos tempos de troca rápidos.

“Somos uma empresa de setups que, entre uma troca e outra, produz algo”

brincOU Felipe, sobre a produção tão segmentada e de lotes curtos.

Ao longo da entrevista, fica nítido também que o equipamento digital atribui, no caso da Camargo, mais do que os aspectos de marketing. Versatilidade em atender as dores dos clientes, como lead times quase instantâneos, a possibilidade de entregar protótipos, atender pedidos inesperados e adicionar valor nos serviços ofertados são, de fato, os componentes que justificaram o investimento e o “fardo” de ser um early adopter.

Outra particularidade da companhia, discutida ao longo da entrevista, diz respeito a não verticalização da extrusão. Segundo Felipe, faz parte da estratégia da empresa em focar investimentos nas etapas geradoras de valor aos clientes finais as quais ainda há oportunidades de aprendizagem e crescimento em curto prazo, como os setores de impressão e acabamento.

A questão da sustentabilidade permeou a entrevista do início ao fim, uma vez que a Camargo tem dedicado esforços no desenvolvimento de estruturas mais alinhadas com a agenda ecológica (filmes produzidos a partir de fontes renováveis, materiais compostáveis e com algum teor de reciclado pós-industrial ou pós-consumo).

O último e talvez mais importante direcionador da Camargo nos últimos anos – com respeito à interface com os clientes – diz respeito à inovação. A empresa vem construindo modelos internos disruptivos na relação com seus clientes e parceiros para tornar-se um verdadeiro hub de ideias e soluções de embalagem aos donos das marcas. E, dado o crescimento sólido e o reconhecimento dos clientes, nos parece que está no caminho certo.

A Camargo é mais um cliente no rol de empresas atendidas em consultoria e treinamentos pela ProjetoPack e um bom parceiro na produção dos envelopes impressos da ProjetoPack em Revista – projeto esse que nos rendeu conjuntamente o Prêmio Grandes Cases de Embalagem em 2020.

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One Response

  1. Parabéns !!!
    Sempre ouvi falar muito bem da Camargo ! Excelência em embalagens de 1a linha.
    Atuo na área, mas “tiro meu chapéu à Camargo”.

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