A aposta na recuperação da indústria de embalagens plásticas flexíveis no segundo semestre

Há otimismo da ABIEF para uma recuperação gradual nos próximos meses.

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retomada do mercado

Hoje pela manhã, a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis) emitiu um comunicado dizendo que, embora o desempenho do setor no segundo semestre tenha deixado a desejar, há otimismo para uma recuperação gradual nos próximos meses.

Um dos fatores que justificariam o otimismo seria o avanço da vacinação e a conseguinte redução das medidas restritivas da mobilidade urbana e da atividade comercial e turística em virtude do declínio das internações.

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É evidente que para toda estimativa otimista, há uma contra corrente realista – pessimista. E as novas variantes que surgem – a exemplo da variante Delta – podem ser um percalço nessa eventual retomada.

“O desempenho de nossa indústria está atrelado ao desempenho da macroeconomia. Contudo, sabemos que o desempenho deste segundo trimestre também está atrelado, principalmente, a uma readequação dos estoques. A cadeia produtiva como um todo, inclusive o varejo, estava bem estocada e os estoques foram usados. Ou seja, tivemos um fluxo invertido: a cadeia produtiva desovou seus estoques ao mesmo tempo em que houve queda do consumo. Mas nada indica que haja algum risco eminente de falta de produtos”.

Rogério Mani, presidente da entidade

Essa queda do consumo, associada ao aumento do nível de estoque foi, de fato, um fator de desequilíbrio na balança.

Mas aproveitando o ensejo da macroeconomia, não podemos nos olvidar do impacto da inflação nos meses à frente e o seu reflexo no consumo de itens embalados. Com a redução do volume de itens no carrinho do supermercado (e uma escolha mais inclinada ao preço em boa parte dos casos), é possível que tenhamos diminuição – ou uma recuperação mais letárgica – do volume total de material de embalagem.

O comunicado finaliza com a conclusão do estudo exclusivo da Maxiquim, apontando a disponibilidade de resinas termoplásticas como “normalizada” após paradas para manutenção. No dia a dia, ainda sentimos falta de algumas resinas especiais como EVOH, por exemplo – que devem implicar em algumas mudanças graduais em estruturas de materiais barreira, como a adoção de PET PvdC ou filmes revestidos com AlOx.

Temos ainda que levar em consideração a escalada de preços dos containeres, principalmente os oriundos da China, nas decisões das empresas por novas importações. Embora muitos destes aspectos, nos indicadores macro podem não alterar a tendência geral, sem dúvida criam assimetrias que precisam ser consideradas.

Nesse cenário nebuloso de incertezas por todos os lados (isso porque sequer adentramos nas questões de ordem política), preferimos corroborar com o otimismo da ABIEF. Oremos.

Relembre, em nosso blog:

O que foi o cenário da indústria de flexíveis no segundo semestre de 2020

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