Apertem os cintos: o liner sumiu!

A Europa tem sido a região mais afetada com a falta do material, uma vez que UPM ainda não conseguiu lidar com a greve dos seus operários.

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o piloto sumiu

Tenho visto muitos clientes e amigos do setor de rótulos e etiquetas adesivas bravos (com razão), preocupados e confusos com as últimas cartas de aumento enviadas por fornecedores de autoadesivo (laminadores), no que tange especificamente à “greve que está impactando no fornecimento do papel glassine para liner e outros papéis para rótulos e embalagens).

A Europa tem sido a região mais afetada com a falta do material, uma vez que a gigante multinacional de celulose e papel UPM ainda não conseguiu lidar com a greve dos seus operários, iniciada em meados de primeiro de janeiro. Espera-se que a solução tenha um desfecho até o dia 12 de março.

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A greve, por sua vez, teve como estopim a tentativa da UPM em romper acordos de negociação coletiva com trabalhadores e sindicatos estabelecidos desde longa data.

A paralisação, acredita-se, está gerando um custo à UPM de pelo menos 20 milhões de euros a cada semana, empurrando a companhia cada vez mais para uma ruptura de contratos de volume garantido de fornecimento e piorando o problema.

fábrica da upm na finlândia

A UPM escreveu um memorando a alguns de seus clientes alertando a sua incapacidade de cumprir as demandas e alegando motivo de força maior, algo que juridicamente reduziria a responsabilidade legal na quebra dos contratos (por exemplo, em virtude de catástrofes ou fatores exógenos e inevitáveis como a própria pandemia da Covid-19).

Os sindicatos, obviamente, estão forçando os clientes a rejeitarem a alegação, colocando a empresa em um impasse. A corte de justiça europeia determinou em 2021 que a medida de força maior não seria aplicável em casos como este.

trabalhadores sindicalizados da upm em greve na finlândia

Os sindicatos alegam ainda que esmorecer agora enfraqueceria a sua posição no futuro, deixando inúmeros trabalhadores sem representação. Os trabalhadores da UPM são representados pela Paperiliitto (Sindicato dos Papeleiros) e Ammattiliitto Pro (Sindicato do Colarinho Branco), na Finlândia.

O preço do papel disparou por lá, impactando o autoadesivo por aqui, uma vez que no Brasil (a bem da verdade, em quase nenhum lugar do mundo), os laminadores são montadores – comprando películas como o Polipropileno, BOPP, Poliéster e papéis variados, adesivos e silicones e acoplando-os em substratos autoadesivos para venda (boa hora para o pessoal do liner PET, hein?).

Associações de Etiquetas e Rótulos em todo o mundo têm se pronunciado duramente sobre os aumentos e cobrado uma resposta dos laminadores (que honestamente, ao menos nesta questão não terão) e da cadeia para a solução do impasse.

A própria FINAT, cuja participação de mercado dos associados somada representa mais de 75% do mercado de rótulos e etiquetas adesivas do continente europeu redigiu carta esta semana, cobrando das autoridades um envolvimento para arbitrar e dar fim ao conflito.

Tudo leva a crer que as primeiras duas semanas de março podem ser a data limite deste impasse. O que pouco têm se falado é quanto tempo durará para colocar a casa em ordem, religar as máquinas, repor os estoques e seguir a vida normalmente. Assim como também não escutei ainda, na fila dos atrasos, em que lugar está o material que virá para cá. Certamente não deve ser a prioridade um. Vamos torcer…

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